. Tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas e aumenta risco de infecção pelo novo coronavírus

Tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas e aumenta risco de infecção pelo novo coronavírus

Foto divulgação





Dia Nacional de Combate ao Fumo, dia 29 de agosto, reforça a necessidade de conscientização da população para os malefícios do tabagismo, que mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Instituto Nacional de Câncer (INCA) também fez alerta sobre os riscos do tabagismo para a infecção pelo coronavírus e informou que, entre os pacientes chineses diagnosticados com pneumonia associada ao novo vírus, as chances de agravamento da doença foram 14 vezes maiores entre as pessoas com histórico de tabagismo em comparação com as que não fumavam.

 

A diretora de Operações Médica do Grupo Vitalmed, Diana Serra, diz que o uso de tabaco pode provocar vários tipos de câncer, como de boca, das cordas vocais (laringe), do pescoço (faringe), de pulmão, entre outros, além de ser fator de risco para várias doenças respiratórias e cardíacas. “O tabagismo é uma doença crônica, causada pela dependência à nicotina, presente na folha do tabaco, que deixa o sistema imunológico mais vulneráveis e afeta seriamente os pulmões”, comenta. Ela ainda chama a atenção para o risco de contaminação pelo novo coronavírus com o ato de pegar o cigarro e levar à boca.

 

A médica admite que abandonar o vício de fumar não é fácil, principalmente por conta própria, e orienta aos fumantes procurarem um pneumologista e psiquiatra, profissionais que podem realizar o tratamento medicamentoso e psicológico contra a dependência da nicotina. “O primeiro passo para deixar de fumar é tomar consciência dos prejuízos que o fumo traz para a saúde, decidir parar e procurar auxílio médico”, comenta a doutora Diana.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, gratuitamente, tratamento para dependentes, como terapia de reposição de nicotina, goma de mascar, pastilha e cloridrato de bupropiona em suas unidades de saúde. A médica do Grupo Vitalmed ressalta que o tratamento será mais eficiente se o fumante tiver o apoio e acompanhamento psicológico.



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